Brasil chega a 2 milhões de infectados pelo novo coronavírus

País registrou 43.829 novas infecções e 1.299 mortes nesta quinta (16); total de óbitos chega a 76.822, mostra consórcio de imprensa

Além dos dados diários do consórcio, a Folha passou a mostrar a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

O volume registrado às segundas tende a ser baixo, porque laboratórios têm atividade menor aos fins de semana. Já a média móvel para a segunda-feira considera também os dados dos seis dias anteriores, uma informação mais estável.

De acordo com os dados coletados até as 20h desta quinta (16), a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.081.

Sepultadores chegam para trabalhar na area do cemitério São Luiz, na zona sul de São Paulo, reservada para as vítimas do Covid-19. Folhapress /Lalo de Almeida

Sepultadores chegam para trabalhar na area do cemitério São Luiz, na zona sul de São Paulo, reservada para as vítimas do Covid-19. Folhapress /Lalo de Almeida

Novas covas abertas no cemitério São Luiz, na zona sul de São Paulo, para receber as vitimas do Covid-19
Novas covas abertas no cemitério São Luiz, na zona sul de São Paulo, para receber as vitimas do Covid-19. Folhapress /Lalo de Almeida

Alguns estados, como o Rio de Janeiro, relataram problemas para registrar os seus dados no sistema do SUS e, por isso, podem estar com dados incompletos. O Rio, por exemplo, contabilizou só 124 novos casos, número bem inferior ao de dias anteriores.

Com 398 mortes, São Paulo teve o maior número de óbitos registradas nas últimas 24 horas. O estado teve crescimento de 80% em sua média móvel de mortos, em comparação com sete dias atrás, e já soma 19.038 vidas perdidas.

Nas regiões Sul e Centro-Oeste, a pandemia tem tido expansão. Isso fica claro pelo crescimento, respectivamente, de 80% e 41% da média móvel das regiões, em comparação com sete dias atrás.

O Distrito Federal, com 36 óbitos, continua com um número de mortes próximo ao recorde, 41, atingido na quarta (15).

Goiás teve o segundo dia mais letal da pandemia, com 59 mortes registradas e ultrapassou os 1.000 óbitos.

O Paraná, que também permanece com números elevados de mortos, registrou 46 óbitos nas últimas 24 horas. O estado, ao todo, tem 1.227 mortes.

Enquanto isso, o Maranhão teve 36 óbitos e é outro estado que permanece com números próximos ao recorde, de 39 mortes. O estado já soma 2.608 vidas perdidas.

Minas Gerais, com 82 óbitos, também mantém um número elevado de mortes, apontando a expansão da pandemia no estado. O recorde em Minas foi de 90 mortos no dia 9 de julho. O estado já tem 1.834 mortes pelo novo coronavírus

O Brasil tem uma taxa de cerca de 36,7 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 42,3 e 68 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 4,6 mortes por 100 mil habitantes.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de casos de covid-19. No total, são 2.012.151 casos e 76.688 mortes nesta quinta-feira (16).

Os dados mostram ainda que são 45.403 novos casos e 1322 novas mortes confirmadas pela doença no país.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes

Fonte:Folha de S.Paulo

waldemir

Radialista/Blogueiro,