População analfabeta do Pará sobe em um ano e atinge 8,8%

Agência Brasil

Dados do IBGE mostram aumento do número de pessoas no Estado que não sabem ler ou escrever sequer um simples bilhete. Cenário também é negativo em grande parte do Brasil.

O objetivo era atingir a meta em 2015, mas quatro anos se passaram e a porcentagem de brasileiros que não conseguem ler ou escrever nem um bilhete simples continua maior que o esperado. Em 2018 essa taxa foi de 6,8%, acima dos 6,5% imaginados para três anos antes pelo Plano Nacional de Educação. O Brasil permanece com uma marca de 11 milhões de analfabetos, mesmo com 121 mil pessoas a menos nessa estatística se comparado com o ano anterior. Se seguir nesse ritmo, caindo 0,2 ponto percentual por ano, também ficará longe de outra meta: a de erradicar o analfabetismo até 2024.

Os dados fazem parte da Pnad Contínua da Educação 2018, pesquisa anual do IBGE em domicílios no país todo lançada nesta quarta (19), e considera pessoas com 15 anos ou mais. Comparações só são possíveis a partir de 2016, quando o instituto ampliou a área de cobertura do estudo.

O Nordeste tem uma taxa de analfabetismo quatro vezes maior (13,9%) que a do Sudeste (3,5%). Um equivale ao Irã, enquanto o outro se equipara à China, na região administrativa de Macau, segundo os dados mais recentes da Unesco, de 2016. No geral, o Brasil está melhor que a média mundial, que era de 13,8% naquele ano.

No Pará, 8,8% da população foi considerada analfabeta em 2018, valor estável se comparado ao resultado de 2017 (8,6%). Além disso, a taxa de analfabetismo no Pará foi a 12ª maior entre os estados brasileiros daquele ano. Segundo o IBGE, com 28,4%, as mulheres maiores de 60 anos possuíam a maior taxa analfabetismo em 2018, o que registrou estabilidade se comparado a 2017 (26,4%). A taxa nos homens desta faixa etária também manteve estabilidade com 27,4%, em 2018. A pesquisa também revelou que 9,8% dos homens com 15 anos ou mais de idade eram analfabetos em 2018. A taxa para as mulheres foi de 7,8%. Os resultados mostram que as maiores taxas de analfabetos estão na população idosa à semelhança do que acontece no restante do Brasil.

A pesquisa aponta também que o grupo dos adultos de 25 anos ou mais estudou em média 8,4 anos em 2018, o que representou um aumento se comparado aos oito anos registrados em 2016. Apesar disso, a média ficou abaixo daquela registrada para o País (9,3) e para a Região Norte (8,7).

O Estado do Pará tem a segunda menor média dentro da região, ficando apenas acima do Acre (8,2) e atrás dos demais estados.

29%

É o percentual de analfabetos funcionais que o país somava em 2015, ou seja, pessoas que sabem encontrar informações explícitas em textos simples, mas não tirar conclusões. Isso segundo outro estudo, o Inaf 2018 (Indicador do Alfabetismo Funcional). Uma proporção bem maior ainda não consegue ler, por exemplo, esta reportagem.

(Blog Agora Notícia )

(FolhaPress e da Redação)

waldemir

Radialista/Blogueiro,