Caso Davi Amaral: Depoimento da ex-namorada de Arisson foi decisivo para elucidar motivação e autoria do crime

Segundo a polícia, Arisson Sá contou à ex-namorada detalhes do crime que vitimou o jovem Davi.
Davi Silva foi vítima de espancamento dia 14 de fevereiro. No dia 17, teve morte encefálica confirmada pelo HMS — Foto: Reprodução/Facebook

O depoimento da ex-namorada de Arisson Sá Pedroso, 24 anos, autor do espancamento do jovem Davi Silva Amaral, 18 anos, que morreu em decorrência das lesões que sofreu, foi decisivo para a elucidação das motivações e autoria do crime que aconteceu dia 14 de fevereiro, no bairro Livramento, em Santarém, oeste do Pará. Segundo a polícia, Arisson revelou para a ex-namorada como agrediu Davi, e que fez isso porque ao ver o jovem lembrou do rapaz com quem teve um caso e a quem não perdoa por ter revelado a relação homossexual

Print’s de conversas trocadas entre Arisson e a ex-namorada foram anexados ao inquérito, e confirmam o depoimento da jovem que deu detalhes sobre o comportamento do rapaz, por vezes, perturbado. Ela disse à polícia que durante o relacionamento com Arisson, em algumas ocasiões ele se mostrou transtornado diante de situações com as quais ele não sabia como lidar, o que lhe dava medo e contribuiu para que colocasse um ponto final no namoro.

A ex-namorada de Arisson confirmou em depoimento à polícia, que ele mandou mensagem de celular pra ela dizendo que tinha dado cacetadas em um rapaz e que o motivo era para descontar a raiva que estava da pessoa (homossexual) que tinha tentado acabar com o relacionamento deles. A versão foi confirmada à polícia por Arisson, que revelou que não conhecia Davi.

Arisson também confirmou à polícia que desde que “Luciano” (o homem com quem se relacionou por 4 anos) atrapalhou seu namoro, a intenção dele era encontrar o “Luciano” e matá-lo para se vingar.

Investigações continuam

Segundo o delegado da especializada de Homicídios, Dmitri Teles, as investigações ainda não foram encerradas, mas todos os elementos de prova apontam para Arisson como autor e indicam que ele agiu sozinho. Além disso, a prisão temporária dá maior agilidade ao processo investigativo sem a interferência do suspeito.

Arisson Sá prestou depoimento na 16ª Seccional de Polícia Civil em Santarém — Foto: Sílvia Vieira/G1

“Mesmo antes de ele se apresentar, nós reunimos fartos elementos de prova e eles apontam diretamente para a pessoa de Arisson. Eles não envolvem outras pessoas, mesmo as mensagens que ele trocou apontam pra ele. Lógico que as investigações vão continuar, a gente não pode excluir ninguém, ainda não é o momento conclusivo das investigações, a gente ainda vai reunir outros elementos, até porque a gente não pode ficar dependente do depoimento dele, exclusivamente. A gente precisa ter elementos objetivos e outros que sustentem o que ele nos falou para que ao chegar na Justiça a gente tenha como sustentar a acusação”, explicou Dmitri.

Sobre o advogado que estava na mesa de bar com Davi, na noite do dia 13 e início da madrugada do dia 14, o delegado disse que a todo momento ele se dispôs a auxiliar e continua na cidade. Mas, independentemente disso, existem outros elementos de prova que sustentam a versão dele. “Se não fosse assim, nós estaríamos ainda com uma investigação muito verde, mas nós já estamos em uma fase bem avançada e precisamos apenas fazer a conclusão dessa investigação para dar sustentação a tudo aquilo que nós produzimos”, concluiu Dmitri.

(Blog Agora Notícia )

Fonte G1 Santarém Pará

*Colaborou Débora Rodrigues/Tv Tapajós

waldemir

Radialista/Blogueiro,