Santarém registra 131 casos de sífilis em gestantes somente este ano, diz Semsa

Do total, 56 casos são de sífilis congênita – quando é transmitida da mãe para o bebê.
Foto: Divulgação

O aumento nos casos de sífilis no Brasil preocupa as autoridades. O levantamento da Secretaria Municipal de Saúde de Santarém (Semsa) aponta que em gestantes, a quantidade de casos registrados já chegou a 131 nos últimos 11 meses.

Segundo a Semsa, do total, 56 casos são de sífilis congênita – quando é transmitida da mãe para o bebê ainda na gravidez. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 49.013 gestantes já foram diagnosticadas com sífilis e 206 bebês morreram por complicações.

Os especialistas descrevem a sífilis com uma doença que não escolhe idade, sexo e nem classe social. Ela é transmitida pela bactéria treponema pallidum, principalmente por via sexual, mas também da mãe para o filho, durante a gravidez.

A falta de tratamento pode causar cegueira, demência e más formações, no caso de fetos. Os infectologistas destacam que o tratamento é rápido, assim como o diagnóstico, que pode ser feito com um teste rápido, com resultado pronto em dez minutos.

No caso da sífilis primária, uma única dose de penicilina benzatina intramuscular já o suficiente para a cura. Na fase secundária, são feitas duas doses de penicilina, com um intervalo de uma semana entre as duas. Já na fase latente, são oferecidas três doses.

“Fazendo o tratamento e o diagnóstico precoce, principalmente no início da gestação, as chances de nascer com sífilis congênita é bem rara. Mesmo a criança vindo a nascer com sífilis congênita a gente consegue tratar a doença, mas, ainda há possibilidade de permanecer sequelas”, explica o infectologista Alisson Brandão.

No caso das gestantes, os especialistas alertam para a importância do chamado pré-natal, a assistência de enfermagem e de médicos prestado à gestante durante os nove meses de gravidez. É por meio do pré-natal que doenças podem ser diagnosticadas e tratadas a tempo.

“E esse acompanhamento é com os exames, com as sorologias, com as vacinas, com as consultas, com a educação de saúde, com as informações que nós temos que passar para elas, tempos obrigação de fazer isso”, destaca a enfermeira Dinauria Faria, que também coordena a Casa de Saúde da Mulher.

(Blog Agora Notícia )

Fonte G1 Santarém Pa’

waldemir

Radialista/Blogueiro,