40 agentes de segurança foram mortos este ano no Estado

Criminalidade
Antônio Melo/Diário do Pará

A violência e a insegurança só fazem crescer no Estado e continuam a manchar de sangue os derradeiros meses da gestão Simão Jatene no governo do Pará. Somente no último final de semana, foram registrados oito assassinatos entre a última sexta-feira (05) e o domingo (07). E os agentes de segurança, que deveriam proteger a vida do cidadão, continuam morrendo, vítimas de uma política falha de segurança. Do último sábado (6) até a segunda-feira (8), 4 policiais foram atacados. Dois foram baleados e dois morreram. De janeiro até agora, 40 policiais já foram mortos no Estado.

O policial militar Sebastião Rodrigues do Amaral, 49 anos, foi assassinado na tarde do sábado no conjunto Sideral, bairro do Parque Verde, por disparos de arma de fogo pelas costas por dois homens que estavam em uma motocicleta. Sebastião foi alvejado enquanto caminhava até a casa de um amigo para pegar materiais de construção.

Já na segunda (8), o capitão da PM Paulo Afonso, 56, foi a 40ª vítima dessa carnificina e carimba, mais uma vez, a incompetência do atual governo quando o assunto é segurança. O militar estava na frente da sua casa, no Distrito Industrial, em Ananindeua, quando foi alvejado por tiros disparados por 2 homens. Ele morreu na hora. Os assassinos o executaram para roubar sua arma.

A realidade é que o Pará se transformou no caos da “insegurança pública”. A cabo Carla Cristina, vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros do Estado disse, na noite de ontem (8), que a diretoria da associação reuniu para discutir a morte dos dois policiais. “Ficou acertado que solicitaremos uma reunião para quinta-feira, no máximo, com o secretário de Segurança Pública para ver o que o Estado está fazendo para solucionar essas mortes”, diz.

A militar lamentou o assassinato de mais dois companheiros de farda e disse que enquanto não houver uma valorização maior na política e na proteção dos agentes de segurança a situação permanecerá a mesma. “Nossas políticas públicas aqui no Estado não ajudam”, afirma. “O salário dos militares é baixo e isso força a procurarem bicos para tirarem o sustento de sua família”.

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Ela lembra que muitos moram em áreas de risco, que colocam a própria vida e das famílias em perigo constante. “Não adianta investir apenas em estrutura. Se não houver o apoio político para que possa mudar essa situação, tudo vai continuar como está !”, desabafou.

INVESTIMENTOS

Pablo Farah, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Pará, (Sindpol-PA) diz que o Pará precisa de ajuda. “Isso é revoltante. Por isso apoiamos o reforço da força nacional que o atual governador sempre nega”, desabafa Farah.

O que a categoria almeja é mais investimento por parte do governo do Estado, aparelhando as polícias, valorizando e capacitando os policiais, melhorando os salários e o atendimento nas delegacias. De acordo com o Sindicato, o efetivo de Policiais Civis hoje no Pará é de 2,6 mil homens, quando seriam necessários, pelo menos, 6 mil.

Polícia já tem suspeitos de matar capitão, velado ontem (9)

A Polícia Militar, através da assessoria de imprensa, emitiu nota de pesar a respeito da morte do capitão Paulo Afonso Miranda da Silva, 56 anos.

De acordo com a nota, dois homens são suspeitos de serem os responsáveis pelo crime e que militares do 29° batalhão, que atua na área onde ocorreu o fato, bem como do 6° e do 30° batalhões, que cobrem as áreas próximas, já trabalham na busca pelos responsáveis, diz o documentou.

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Paulo Afonso foi velado ontem (9), na capela da Igreja de São Sebastião, no bairro da Sacramenta. O sepultamento ocorre hoje (10) de manhã, em um cemitério particular na rodovia BR-316, às 10h.

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(Luiz Flávio/Diário do Pará)

waldemir

Radialista/Blogueiro,