Paraense é selecionada para interpretar Princesa Isabel em musical de Walcyr Carrasco

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MUSICA E ARTE

Um privilégio sem igual. Esta é a sensação da cantora lírica Juliane Lins, selecionada para interpretar a Princesa Isabel no primeiro musical escrito pelo consagrado dramaturgo e autor Walcyr Carrasco. Juliane é a única paraense no elenco.

O espetáculo tem estreia prevista para março de 2019 e conta com mais de 150 pessoas envolvidas na equipe técnica e produção. A paraense será uma das cerca de 30 pessoas, entre cantores, atores e bailarinos, que irão contar a história de Nossa Senhora Aparecida. Ela terá que viajar já no próximo domingo (16) para São Paulo, onde se apresenta junto ao elenco na segunda-feira.

A partir de agora, novos horizontes se estenderão à Juliane, que recentemente esteve em São Paulo participando de um programa televisivo sobre o canto lírico.

“Quando descobri que fui selecionada foi uma surpresa enorme. Meu universo real é nos palcos cantando ópera, faço isso há sete anos. Mas agora poder cantar e atuar em um musical desse nível e estrutura é um sonho”, comemora Juliane, que pretende entrar de vez no universo cênico musical.

“Vejo esse processo (de atuar como atriz) como uma ramificação do trabalho que já exerço como cantora lírica, mais uma vertente. Esse musical vai ser uma vitrine e espero fazer bonito”, enfatiza.

O Musical de Walcyr Carrasco

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Juliane já está se preparando para o papel, estudando, vendo vídeos e lendo muito sobre a personagem da história brasileira (Divulgação)

Contar a história de um dos principais ícones da igreja católica não é uma tarefa fácil. Segundo a diretora Fernanda Chamma todo o musical está sendo construído de forma muito minuciosa, para que seja um espetáculo verídico, ela ainda ressaltou o peso de dirigir um musical escrito por Walcyr Carrasco. “É um desafio ter um texto da grandiosidade de Walcyr Carrasco, que pela primeira vez está escrevendo para o teatro musical que é a minha área. Eu pretendo acrescentar com a minha experiência, com a minha dedicação e o meu amor.”

A produtora responsável pela idealização do projeto, Maria Eugenia Malagodi, explica como a ideia da peça foi ganhando forma, afirmando que é muito devota de Nossa Senhora Aparecida e que esse especial nasce com o desejo de homenagear a Padroeira do Brasil.

“Quando começaram os movimentos das comemorações dos 300 anos em 2015, eu como produtora e consultora de leis de incentivo a cultura, pensei: Meu Deus fazem musical de todo mundo, porque a gente não conta essa história linda no palco do teatro?”. A partir disso, Maria Eugênia apresentou a ideia ao Santuário, na época dom Darci Nicioli era o Arcebispo de Aparecida, que a incentivou e autorizou a produção.

Dentre todos os detalhes que estão sendo estudados para a montagem da peça, a música é o carro chefe de toda a produção. Durante o espetáculo uma média de 20 canções inéditas serão encenadas, todas preparadas especialmente para contar a história de Nossa Senhora Aparecida.

Fernanda Chamma já esteve à frente de diversos musicais – inclusive de temática religiosa, “Os Dez Mandamentos” -, e é jurada do “Dancing Brasil”, competição de dança apresentada por Xuxa Meneghel na Rede Record. Outros envolvidos na empreitada são Maria Eugenia Malagodi, idealizadora do projeto, Ricardo Severo, que escreve as letras das canções e Carlos Bauzys, responsável pela direção musical.

A narrativa apresentará uma história de devoção à santa no país, trazendo para o palco momentos como o encontro da imagem nas águas do rio Paraíba do Sul, os milagres creditados à Nossa Senhora de Aparecida e o atentado à imagem no ano de 1978, quando o jovem Rogério Marcos de Oliveira destruiu a figura durante um blecaute na Basílica Velha.

Blog Agora Notícia 

(DOL)

waldemir

Radialista/Blogueiro,

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