Proprietário da lancha que naufragou em Santarém tem 30 dias para resgatar corpo de passageira

Tutela de urgência em favor da família da vítima foi concedida nesta segunda (20) em audiência realizada no Fórum da Comarca de Santarém.
Resgate
Área onde Lancha Veloz naufragou será demarcada para operação de salvamento (Foto: Capitania Fluvial de Santarém/Divulgação)
SANTARÉM 

O juiz Charbel Abdon Haber, da Vara 4ª Vara Cível de Santarém, no oeste do Pará, determinou que o proprietário da lancha Veloz providencie meios para resgatar o corpo da passageira, que a família acredita que está dentro da lancha Veloz no fundo do rio. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (20) e tem prazo de 30 dias para ser realizada sob pena de multa diária.

Sem chegar a um acordo, a defesa da família de uma das passageiras que pemanece desaparecida e o representante da empresa TLP Coimbra Navegação Eireli-EPP, proprietária da lancha Veloz, participaram de audiência de instrução e julgamento, na qual foi determinado que a empresa providencie meios necessários para resgatar a embarcação ou apenas o corpo da passageira que supostamente está preso dentro da embarcação naufragada.

De acordo com a defesa, a proposta já tinha sido feita pelos advogados, mas o representante da empresa não aceitou, porém, após analisar os fatos, o juiz determinou que a medida seja realizada em caráter de urgência.

A lancha Veloz foi a pique na manhã do dia 5 de junho de 2018, quando fazia a travessia do Rio Amazonas próximo ao local conhecido como Ponta do Urubu. No momento do acidente a lancha estava com 17 passageiros a bordo. Destes, 12 foram resgatados juntamente com três tripulantes. Duas pessoas desapareceram. Oito dias após o naufrágio, corpo de um dos passageiros foi encontrado a cerca de 111km do local do acidente, porém o corpo de uma idosa ainda permanece desaparecido.

Blog Agora Notícia 

Com Informações G1Santarem Pa

waldemir

Radialista/Blogueiro,