mpresário denunciado na ‘Perfuga’ diz que Reginaldo Campos ficava com até 70% do valor dos contratos

O empresário Westerley Jesus de Oliveira depôs em julho deste ano e confessou que o desvio de recursos iniciou em 2015. Duas empresas eram usadas no esquema.
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Em depoimento dado em 24 de julho de 2018, no Fórum de Santarém, oeste do Pará, pelo empresário Westerley Jesus de Oliveira, confessou ao juiz Rômulo de Brito e ao promotor Rodrigo Aquino, que o esquema de desvio de recursos por meio de contratos com duas empresas de sua propriedade com a Câmara Municipal iniciou em 2015, e que o ex-vereador Reginaldo Campos foi o principal beneficiado.

“Eu nunca tinha trabalhado para a Câmara. No início da gestão do Reginaldo conversei com ele sobre o fornecimento de material de expediente e informática. Informei que as duas empresas que eu tinha estavam com problemas, e ele mandou que eu abrisse outras empresas para assinar contratos com a Câmara mediante um acordo que eu receberia R$ 1 mil por nota emitida. Ele ficava com a maior parte do dinheiro”, revelou Westerley.

As empresas JTP Nascimento e Comércio e GF Santos (Viva Comercial) foram abertas em nome da esposa de Westerley e de um funcionário dele, respectivamente. O dinheiro para constituição das empresas teria sido dado a Westerley por Reginaldo Campos.

“Eu não tinha dinheiro para custear a abertura de novas empresas. Ele (Reginaldo) deu cerca de R$ 1 mil ou R$ 2 mil. Em troca, depois da assinatura dos contratos eu receberia R$ 1 mil por nota e o restante ficaria pra ele; quando as notas eram fictícias, Reginaldo ficava com o valor integral das notas. Quando havia imposto, era descontado o imposto. Ele me repassava o dinheiro do imposto, era tirada a parte dos materiais fornecidos e o restante ia pra ele integralmente”, contou.

Westerley contou também que antes de abrir as duas empresas em que era sócio oculto, a WN Comércio e Informática firmou contrato com a Câmara e mesmo assim foram feitas algumas notas em nome dessa empresa, mas quando soube que haveria problemas para liberar o pagamento, Reginaldo o chamou para que regularizasse. “O Reginaldo disse que nós tínhamos que dar um jeito de regularizar a situação da empresa pra liberar o pagamento. Aí ele chamou um funcionário de outro órgão público, não era da Câmara, para fazer o levantamento do que estava errado e fazer a regularização de um contrato”.

Em depoimento, Westerley disse que Reginaldo atuava como um empresário à frente dos contratos firmados na gestão de como presidente da Câmara. “O empresário mesmo era o Reginaldo Campos. Era ele que fazia os pagamentos. Ele me passava a lista dos materiais, já vinha discriminado o valor que ia ficar pra ele, e o que ia ficar pra mim. Se os materiais iam custar R$ 10 mil, ele mandava fazer a nota de R$ 20 mil. O que passava eu tinha que entregar imediatamente para ele. Os produtos tinham o preço de mercado”, declarou.

O empresário também confirmou que a licitação era de “cartas marcadas”. Ele já sabia que contratos ganharia. “O Reginaldo avisava o setor de licitação sobre quem iria ganhar o contrato. Nós levávamos os documentos já sabendo que o contrato seria nosso. Depois, quando saia o pagamento, em praticamente todas as notas havia desvio de recurso. Não sei dizer se havia pagamento de propina para terceiros”, falou.

Sobre um aditivo de contrato de R$ 60 mil feito em outubro de 2016, Westerley disse que o valor teria ficado integralmente para Reginaldo Campos para despesas pessoais, inclusive para compra de material de construção para a casa do ex-vereador.

Blog Agora Notícia 

Com Informações  G1 Santarém Pa

waldemir

Radialista/Blogueiro,

Um comentário em “mpresário denunciado na ‘Perfuga’ diz que Reginaldo Campos ficava com até 70% do valor dos contratos

  • 02/08/2018 em 17:37
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    Westerley Não vai abrir o bico sobre o rombo de 1,5 mil de reais da prefeitura de Belterra?

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