Servidores da saúde deflagram greve por tempo indeterminado em Alenquer

Não atendimento a demandas que vinham sendo negociadas com a Prefeitura motivaram a paralisação.
Servidores lotados na Semsa de Alenquer foram às ruas protestar contra a falta de materiais para o trabalho (Foto: Vando Ribeiro/Arquivo pessoal)

Profissionais lotados na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Alenquer, no oeste do Pará, deflagraram na manhã desta quarta-feira (18) paralisação das atividades por tempo indeterminado. A paralisação foi motivada pelo não cumprimento de acordos firmados pela gestão municipal com o sindicato que representa a categoria.

Segundo a coordenadora de Relações de Trabalho do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Alenquer, enfermeira Alda Célia Sena, desde a paralisação ocorrida em 18 de junho de 2018, uma série de reuniões foram realizadas entre uma comissão representativa dos servidores a gestão municipal em busca de entendimento, mas a falta de atendimento a reivindicações da categoria, como o abastecimento das unidades com materiais para atendimento à população deixou os profissionais sem condições de continuarem realizando o seu trabalho

Alda Célia disse que em relação ao compromisso assumido pela Prefeitura, de pagar os salários dos servidores da saúde até, no máximo, o dia 10 de cada mês, foi cumprido em julho com o pagamento sendo creditado nas contas no dia 9. Mas a Prefeitura não reuniu com os servidores no dia 10 para apresentar os impactos do PCCR na folha do município e a lista de materiais que seriam adquiridos em caráter de urgência.

Em frente à Prefeitura de Alenquer, profissonais de saúde mabifestam insatisfação com a falta de condições de trabalho (Foto: Carlos Kleber/Arquivo pessoal)

“O prefeito havia nos dado a garantia de que no dia 10 envia um contador e um pregoeiro para reunir conosco, a fim de apresentar o impacto do PCCR na folha de pessoal e a lista dos insumos, EPI’s, materiais de expediente, entre outros que precisamos para realizar o nosso trabalho, mas não cumpriu o acordo. Nós informamos que a greve seria deflagrada e não houve qualquer manifestação da Prefeitura no sentido de evitar a paralisação”, contou Alda Célia.

Ainda segundo a enfermeira, profissionais de saúde do município de Alenquer têm trabalhado sem Equipamentos de Proteção Individual (EPI), porque não tem sido fornecido pela secretaria de Saúde. Faltam materiais de expediente, higiene e limpeza, material para coleta de PCCU e até mesmo para fazer curativo. Também faltam suprimentos de informática para os serviços dos auxiliares administrativos da Semsa, além de uniformes para técnicos, enfermeiros, agentes de endemias, entre outros.

“As pessoas que procuram as unidades de saúde precisam ser atendidas com dignidade. Se não temos nem material para fazer um curativo, para coletar PCCU, para prestar um serviço adequado, como é que vamos atender os usuários?”, questionou a enfermeira Alda Célia.

Profissionais de Saúde reunidos em frente à Semsa de Alenquer, no oeste do Pará (Foto: Alessandro Costa/Arquivo pessoal)m

Os profissionais da saúde de Alenquer cobram ainda o funcionamento efetivo do laboratório municipal e do consultório odontológico.

Na manhã desta quarta-feira, os servidores que aderiram à greve se concentraram logo cedo em frente à Semsa, depois percorreram algumas ruas da cidade até a frente da Prefeitura de Alenquer, onde com o auxílio de um carro som, usam o microfone para informar a população sobre os motivos da paralisação e protestam contra o que chamam de “descaso” da gestão municipal com a saúde.

Os servidores aguardam um chamado do prefeito Juraci Estevão (PPS) para reabir as negociações com a categoria e quem sabe, pôr fim à greve.

Blog Agora Notícia

Com Informações  G1 Santarém Pa

waldemir

Radialista/Blogueiro,