Assassino confesso da subtenente da Polícia Militar, Silvia

Assassino confesso da subtenente da Polícia Militar, Silvia Margarida Campos, foi transferido nesta quarta-feira (14) para o Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I), localizado no Complexo de Marituba, em Belém. A transferência de Sebastião de Souza Neto foi uma decisão judicial, segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe).

Sebastião tinha fugido deste mesmo presídio na capital paraense em 20 de outubro de 2016. A fuga aconteceu por um túnel. No dia 7 de março deste ano, ele foi preso pela Polícia Civil de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), por uso de documento falso.

Após a recaptura, ele foi transferido para Santarém no dia 29 de abril. A operação ocorreu em sigilo. O procedimento se deu em cumprimento ao mandado de recaptura, expedido pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Pará.

Entenda o caso

A subtenente da Polícia Militar de Santarém Silvia Margarida Campos de Sousa, 44 anos, foi morta com um tiro na cabeça na manhã do dia 14 de dezembro de 2015, na Avenida Plácido de Castro, esquina com a Agripina de Matos, no bairro Caranazal.

Subtenente foi morta às proximidades do quartel da PM (Foto: Andressa Azevedo/G1 Arquivo)

Subtenente foi morta às proximidades do quartel da PM (Foto: Andressa Azevedo/G1 Arquivo)


De acordo com a PM, Silvia havia encerrado o expediente, ainda estava fardada, e caminhava na calçada em frente à Associação de Moradores do bairro Caranazal, em direção a casa da mãe, que mora nas proximidades, quando foi abordada por um homem que chegou em uma motocicleta.

Durante a ação, Sebastião atirou e fugiu levando a pistola .40, da policial. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Neto foi preso no município de Rurópolis, onde alegou que o tiro foi acidental e que sua intenção era apenas roubar a arma da subtenente. Ele foi enquadrado pelo crime de latrocínio.

Interrogatório

Sebastião foi ouvido pela justiça no dia 2 de junho de 2017. O interrogatório aconteceu no Fórum de Justiça de Santarém. Apesar do processo correr na 2ª Vara Criminal, Neto foi interrogado pelo juiz Gabriel Veloso, da 3ª Vara, especializada em crimes contra a vida. Isso porque o juiz titular da 2ª Vara, Rômulo Brito, se julgou impedido de atuar no caso pelo fato de um dos advogados do réu ser parente do magistrado.

POST : WALDEMIR SANTOS 

INFO : G1 SANTAREM 

waldemir

Radialista/Blogueiro,