Três empresas paraenses são citadas na delação premiada de ex-diretor da J&F


BRASIL.                                       Foto : internet


Tres empresas paraense foram citadas na delação premiada do ex-diretor de realações institucionais e governo da J&F, controladora do grupo JBS, Ricardo Saud. Segundo o delator, cerca de R$ 8.980.000 foram lavados nessas empresas atravís de notas fiscais falsas.

De acordo com o delator, foi transferido quase R$ 4 milhões para o escritório de advocacia Bentes & Bentes, que tem sócio do Procurador da Fazenda Nacional no Pará Isaac Ramiro Bentes. Em agosto de 2014, o escritório de advocacia recebeu R$ 2 milhões, comprovada pela nota fiscal mostrada à Procuradoria da República. Depois, em outubro, o ex-diretor da J&F entregou comprovante de transferência bancária no valor de R$ 1.777.000 à Bentes & Bentes. Segundo Ricardo Saud, as transferências foram feitas sem ele saber para quem estava sendo transferido o dinheiro.

“Bentes & Bentes advogados associados, nunca vi na vida. Só assinei a nota com o contrato fictício, nota falsa”, afirmou o ex-diretor.

Mais de 100 escritórios de advocacia de várias cidades do país foram citados na delação premiada de Ricardo Saud. A quantidade de escritórios de advocacia citados na Lava Jato chamou a atenção da Ordem dos Advogados do Brasil Nacional, que pediu ao Supremo Tribunal Federal a íntegra das informações da delação premiada para adotar providências cabíveis.

“Se nós tivermos algum advogado que tenha agido de forma criminosa, ele responde duplamente. Ele responde internamente pela instituição (OAB), no contexto ético disciplinar, e responderá também no contexto penal frente ao poder judiciário”, disse Claudio Lamachia, presidente do Conselho Federal da OAB.

Mais empresas paraenses citadas

Outras duas empresas paraense foram cidades da delação de Ricardo Saud. As empresas CB Consultoria Empresarial e a Henvil Transporte teriam recebido R$ 2 milhões, cada, para emitir notas fiscais frias para esquentar dinheiro de corrupção e comprar apoio de políticos e partidos nas eleições de 2014.

“O (senador) Jader Barbalho, R$ 6 milhões, sendo que daí eles doaram depois R$ 3 milhões para o (ministro) Helder Barbalho. Mas eu entendo que esses R$ 8.980.000 o Jader Barbalho direcionou todo para o filho dele que era candidato ao governo do Pará”, relatou Ricardo Saud.

Em nota, o escritório de advocacia Bentes & Bentes informou que não vai se pronunciar.

Em nota, a Procuradoria Nacional da Fazenda do Pará não responder quanto ao fato do escritório de advocacia deu um procurador ter, supostamente, emitido nota fiscal fria para a JBS.

Em nota, a assessoria do senador Jader Barbalho disse que ele não vai comentar esse caso. O ministro Helder Barbalho disse que não conhece o escritório Bentes & Bentes advogados. Segundo ele, a doação eleitoral do grupo JBS à campanha ao Governo do Pará, em 2014, foi aprovada pela Justiça Federal.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com as empresas CB Consultoria Empresarial e Henvil Transporte.

POST : WALDEMIR SANTOS 

INFO : DO G 1PA 

waldemir

Radialista/Blogueiro,