Delação da Odebrecht: Paulo Rocha é suspeito de pedir caixa 2


Em nota, Rocha afirmou que todos os recursos de sua campanha de 2014 ao Senado foram incluídos em sua prestação de contas e ‘obedeceram estritamente as normas de legislação eleitoral em vigor’.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) foi citado em um dos inquéritos que tiveram abertura autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é suspeito de pedir doações não contabilizadas (caixa 2) para a campanha de Helder Barbalho (PMDB-PA) ao governo do Pará, em 2014.

Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, determinou a abertura de 76 inquéritos para investigar políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht. A informação foi confirmada no fim da tarde desta terça-feira (11). O pedido de inquérito partiu do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A Procuradoria Geral da República (PGR) fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.

Em nota, Paulo Rocha afirmou que “todos os recursos da minha companha de 2014 para o Senado Federal, foram repassados pela direção nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores e estão todos declarados nas prestações de contas junto ao TRE. A utilização desses recursos, empresas doadoras e doadores individuais enfatizo, obedeceram estritamente às normas da legislação eleitoral em vigor daquele ano”.

O inquérito cita Paulo Rocha e Helder Barbalho como suspeitos dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, corrupção praticada contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

O senador Paulo Rocha (PT-PA), em foto de maio de 2015 (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)O senador Paulo Rocha (PT-PA), em foto de maio de 2015 (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O senador Paulo Rocha (PT-PA), em foto de maio de 2015 (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Caixa 2

Segundo os delatores Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira, Helder Barbalho recebeu R$ 1,5 milhão durante sua campanha ao governo do Pará em 2014, pago em três parcelas, e não contabilizado nas contas da campanha. “Esses repasses funcionariam como contrapartida a interesses do grupo Odebrecht no Estado do Pará, notadamente na área de saneamento básico, espaço em que a empresa almejava atuar como concessionária”, diz o documento.

O próprio Barbalho, Rocha e o prefeito de Marabá, João Salame (PROS-PA), teriam solicitado o dinheiro, repassado através do Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht. O então candidato era conhecido pelo apelido de “Cavanhaque”.

Em nota, a assessoria de Helder Barbalho diz que ele “nega que tenha cometido ilegalidades; reafirma que todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou todas as suas contas; esclarece que não tinha e não tem qualquer ingerência sobre a área de saneamento no município de Marabá; destaca sua estranheza com o codinome Cavanhaque, em toda sua trajetória política, Helder Barbalho nunca usou cavanhaque.”

POST:WALDEMIR SANTOS

INFO :DO G1

waldemir

Radialista/Blogueiro,