Divisa coleta amostras de sangue para investigação de doença de Chagas no Lago Grande


Doze amostras foram coletadas entre membros de uma família moradora da Vila Curuai. Um caso da doença foi confirmado na semana passada.

Equipes da Divisão de Vigilância Sanitária, Entomologia e Epidemiologia, da Divisa (Divisão de Vigilância em Saúde) de Santarém, no oeste do Pará, estiveram nesta terça-feira (4), em Vila Curuai, região do Lago Grande, iniciando o trabalho de Investigação de Surto de DTA – Doença Transmitida por Alimentos. Na comunidade foram coletadas 12 amostras de sangue para exame de diagnóstico de Doença de Chagas.

As amostras coletadas entre pessoas da família de um paciente diagnosticado há poucos dias com doença de Chagas, seguem na manhã desta quarta-feira (5) para exame laboratorial. Se alguma das amostras tiver diagnóstico positivo, o Instituto Evandro Chagas será acionado para enviar uma equipe a Santarém.

A Divisa foi notificada pelo Hospital Municipal de Santarém após a confirmação de doença de Chagas em paciente que veio de Vila Curuai. Nos dias em que esteve internado, o paciente relatou ter consumido açaí junto com familiares e que o produto foi preparado sem o uso de máquina.

“A doença de Chagas é de notificação compulsória, por isso, o hospital é obrigado a informar no sistema quando há uma ocorrência. Então, tivemos conhecimento que um senhor lá da Vila Curuai contraiu a enfermidade e como havia a suspeita de que a contaminação pode ter ocorrido por via alimentar, nós fomos até o Lago Grande fazer a investigação”, informou o coordenador da Vigilância Sanitária, Walter Matos.

A equipe da Entomologia visitou o local onde o açaí foi apanhado, para verificar se o ambiente é propício a circulação do vetor que transmite a doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi, conhecido popularmente como barbeiro. Existe vetor na área.

Walter Matos informou que outras visitas serão feitas à Vila Curuai, inclusive para realização de curso de boas práticas de manipulação do açaí. “Em algumas comunidades da zona rural, por não terem a batedeira de açaí, o processo de preparação é manual e não sabemos se está sendo feito o branqueamento que é fundamental para a não contaminação do produto. Daí a necessidade de levarmos o curso de boas práticas para aquela região”, frisou.

No processo de branqueamento os frutos de açaí devem ser submetidos a tratamento térmico com água em temperatura de 80 °C durante dez segundos e, logo após, resfriado em temperatura ambiente.

POST:WALDEMIR SANTOS

COM INFO: DO G1 SANTARÉM

waldemir

Radialista/Blogueiro,