Funcionários da Celpa vão identificar foco de dengue através de aplicativo


Iniciativa faz parte de ação integrada do governo do estado.
Medida foi anunciada em reunião com prefeitos do nordeste do Pará.
Reunião definiu ações contra a dengue (Foto: Sidney Oliveira / Agência Pará)
Funcionários da Celpa que atuam fazendo a medição do consumo de energia vão ser treinados para usar um aplicativo onde poderão informar para autoridades de saúde sobre focos do mosquito Aedes aegypt, cuja picada pode espalhar doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A medida foi anunciada em uma reunião entre o governo do estado e prefeituras de oito municípios do Pará, realizada na sexta-feira (3).
Segundo dados da Sespa, somente em janeiro deste ano, foram 86 casos confirmados de dengue, um de zika e dois de febre chikungunya. Os números apontam queda em relação a janeiro de 2016, quando foram confirmados 191 casos confirmados de dengue, um de chikungunya e cinco de zika.

Apesar da redução no número de casos, o governo articula ações com as gestões municipais para que as doenças não se espalhem. “Esse é um alerta que a Sespa está dando, uma preocupação que o Governo do Estado precisa ter, logo no início do ano, quando essas doenças começam a aparecer. Assim que elas surgem, se não tiverem controle, um bloqueio bem feito, podem se expandir e virar uma epidemia. Então nós, enquanto órgão de saúde pública, temos a obrigação de fazer esses alertas”, disse Heloísa Guimarães, secretária adjunta de Gestão em Políticas em Saúde.

Ações integradas

As secretaria de saúde do Pará (Sespa) e de integração de políticas sociais (Seeips) se reuniram com representantes das prefeituras de Abaetetuba, Ananindeua, Benevides, Barcarena, Castanhal, Marituba, Santa Bárbara e Santa Izabel para debater ações de combate ao mosquito.

“A partir dessa ação conjunta há um envolvimento ainda maior. Quando você chama os prefeitos para conhecerem o problema, há uma mobilização efetiva, e isso é muito importante. Trabalhar com o apoio do gestor faz toda a diferença”, disse a secretária de Saúde de Santa Izabel, Débora Jares.

“Estivemos aqui para elaborar ações estratégicas de governo para combater o Aedes aegypti. A ideia é, junto com as Forças Armadas, fazer uma ação integrada e conjunta para potencializar resultados e diminuir a exposição da população às doenças transmitidas pelo mosquito. Tivemos resultados muitos significativos na redução de casos e agora estamos intensificando o trabalho”, afirmou Vitor Mateus, do Hospital Ophir Loyola.

POST:WALDEMIR SANTOS

INFO:G1 PÁ

waldemir

Radialista/Blogueiro,