Jô Soares é empossado como o mais novo membro da Academia Paulista de Letras

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“Eu me sinto um verdadeiro usurpador. Ainda mais quando matei quarenta e tantos membro da Academia Brasileira de Letras. Ainda bem que foram eles”, ironiza o novo membro da Academia Paulista de Letra Jô Soares, em referência ao seu livro Assassinato na Academia Brasileira de Letras.

Jô foi eleito em 4 de agosto e agora ocupa a cadeira de número 33, que pertenceu ao escritor Francisco Marins. Na sessão de ontem à tarde, estavam presentes o ministro da Cultura, Marcelo Calero, o presidente da APL, Gabriel Chalita, a escritora Lygia Fagundes Telles, autoridades locais, e artistas. O antecessor de Jô, Francisco Marins, ocupou a cadeira 33 por 50 anos, entre 1966 e 2016. O patrono da cadeira 33 foi Teófilo Dias e, antes de Francisco Marins, ocuparam a cadeira Altino Arantes e Amadeu Ataliba Amaral Arruda Leite Penteado.

Foto: Daniel Teixeira|Estadão
Imortal. Jô cumprimenta a escritora Lygia Fagundes Telles

Imortal. Jô cumprimenta a escritora Lygia Fagundes Telles

Com 58 anos de carreira, José Eugênio Soares, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Escreveu os livros O Xangô de Baker Street e O Homem que Matou Getúlio Vargas. Atualmente, comanda oPrograma do Jô, talk-show que apresenta há 16 anos na TV Globo. Jô estudou nos Estados Unidos dos 12 aos 18 anos de idade e começou sua carreira artística como ator no filme O Homem do Sputnik, de Carlos Manga, em 1958. “Lembro de quando meu pai ia mal nos negócios e precisamos nos mudar. Carreguei minhas coisa pelas ruas do Rio. Nessa noite, eu só lamento uma coisa: a ausência do meu pai Orlando Soares e da minha mãe Mercedes Leal.”

Ao deixar o Rio, Jô conta que sua carreira em São Paulo se revelou nas noites paulistanas. “Eu fazia números e imitava personagens. Conheci muitos artistas e fui muito bem acolhido por todos, como Tônia Carrero e Cacilda Becker, que me abriu as portas para o teatro e para que eu dirigisse meu primeiro espetáculo.”

O escritor diz que já foi muito cobrado para que escreva suas memórias em um livro. Jô afirma que já tentou, mas nunca sabe por onde começar. “Eu tenho um bloqueio total. Mas eu já tenho um título: Memórias e Lapsos. As memórias não lembro. Só sei os lapsos.”

 

Leandro Nunes,
Fonte:O Estado de S.Paulo

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waldemir

Radialista/Blogueiro,